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Á Defesa de Temer diz a Barroso que dados sigilosos estavam no site do STF

Planalto afastou hipótese de vazamento após ministro do STF pedir investigação por achar que advogado “revelou conhecimento” de “procedimentos absolutamente sigilosos” no caso da quebra de sigilo

Michel Temer é o primeiro presidente da República a ter o sigilo bancário quebrado por ordem judicial

O Planalto rebateu as suspeitas levantadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso sobre a ocorrência de vazamento de informações “absolutamente sigilosas” para a defesa do presidente Michel Temer.

A desconfiança de Barroso decorreu do  pedido dos advogados de Temer para ter acesso ao procedimento no qual o ministro determinou a quebra do sigilo bancário do presidente. Essa ação tramita paralalemante ao inquérito sobre o Decreto dos Portos, que investiga Michel Temer por suposta propina da empresa Rodrimar, que opera o porto de Santos (SP).

Barroso entendeu que a solicitação da defesa do emebebista “revela conhecimento” de “procedimentos de investigação absolutamente sigilosos” e ordenou uma investigação sobre o “novo vazamento” .

Em nota, o Planalto informou que as referidas informações estavam disponíveis no próprio site do STF – descartando assim a hipótese de vazamento ilegal. “O escritório do advogado do presidente Michel Temer, Antônio Mariz, já está esclarecendo ao ministro Luís Roberto Barroso que os dados sobre o presidente estavam disponíveis e foram coletados no site do STF”, diz a nota divulgada nessa terça-feira (6).

A primeira vez que um presidente tem o sigilo bancário quebrado

Integrantes da alta cúpula do governo manifestaram indignação com a decisão de Barroso em determinar a quebra do sigilo bancário de Temer – fato inédito contra presidente da República no exercício do mandato. Ainda nessa terça-feira, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) saíram em defesa do presidente e disseram que Temer “não tem nada a esconder”.

A quebra do sigilo bancário foi autorizada a pedido da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram se foi paga propina a Temer em troca de favorecimento na edição Decreto dos Portos. Assinado pelo presidente em maio do ano passado, esse texto regulamenta contratos de concessão e arrendamento do setor portuário.

Tão logo a medida foi autorizada por Barroso, o Planalto soltou nota garantindo que Temer pediria os extratos de suas contas bancárias ao Banco Central e que o presidente “não tem nenhuma preocupação com as informações constantes em suas contas bancárias”.

Além do presidente Michel Temer, também terão os sigilos bancários quebrados João Baptista Lima, o coronel Lima (amigo pessoal de Temer); o ex-assessor da Presidência e também amigo pessoal de Temer, José Yunes; o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures (famoso pelo episódio da mala com R$500 mil); e Antonio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, empresários ligados à Rodrimar. Esses três últimos figuram o ról de investigados no inquérito relatado pelo ministro Barroso.

 

 

 

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