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Flávio Bolsonaro faz biometria no Congresso e diz não ter mais nada para falar sobre Coaf

Ele foi questionado por jornalistas sobre quando iria ao Ministério Público dar explicações para movimentações bancárias consideradas atípicas. Senador se disse vítima de perseguição.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (30) que não tem mais nada a dizer sobre os relatórios do Conselho de Controle de Atividade Financeiras (Coaf) que apontaram movimentações bancárias suspeitas nas contas dele e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Ele foi ao Congresso no início da tarde para fazer registro biométrico, procedimento de praxe no início do mandato. Flávio foi questionado por jornalistas quando iria ao Ministério Público do Rio de Janeiro para dar esclarecimentos sobre as movimentações apontadas como suspeitas. Ele era aguardado no dia 10 de janeiro, mas não compareceu.

“Eu já falei o que tinha para falar, não tem novidade nenhuma”, afirmou o senador.

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso, mas a investigação foi suspensa temporariamente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 17 de janeiro. Quem pediu a suspensão das investigações foi Flávio Bolsonaro.

Enquanto andava no Congresso, acompanhado pelos jornalistas, o senador disse ainda que é vítima de perseguição.

“Tem que esperar o Supremo se pronunciar. Está todo mundo vendo que eu sou vítima de perseguição”, afirmou.

Histórico do caso

O primeiro relatório do Coaf sobre o caso apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso.

A partir da investigação do MP, o Coaf produziu um novo relatório. O documento apontou movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram feitos quase 48 depósitos em dinheiro numa conta do senador, no total de R$ 96 mil.

Cada depósito, entre junho e julho de 2017, foram feitos com dinheiro em espécie, sempre no mesmo valor: R$ 2 mil. Os depósitos foram realizados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)

O Coaf também identificou um pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa na conta de Flávio. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e nenhum outro detalhe.

Flávio Bolsonaro afirmou que e o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica é referente a um apartamento que ele comprou na planta.

Disse ainda que a Caixa Econômica quitou a dívida dele com a construtora e que ele passou, então, a dever à Caixa. O senador afirmou que vendeu o mesmo imóvel logo depois e que recebeu parte do valor em dinheiro vivo.

Ele alega que depositou o dinheiro na conta dele, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 48 envelopes de R$ 2 mil, porque era o local onde ele trabalhava e que o valor era o limite para cada depósito no caixa automático.

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